
Descrição da contracapa
No Rio de Janeiro do fim do século dezenove, o português João Romão sonha enriquecer a qualquer custo. Sovina e implacável, ergue um cortiço — um amontoado de quartos miseráveis alugados a trabalhadores pobres — que cresce como um organismo vivo, fervilhante de gente, suor, brigas e desejos. Ao lado, a mansão do rico Miranda observa com desprezo aquele formigueiro humano. Entre os moradores desfilam tipos inesquecíveis: a sensual mulata Rita Baiana, que enfeitiça o trabalhador Jerônimo e o arranca da esposa e da sobriedade; a exploradora Bertoleza, escrava que sustenta os negócios de João Romão; a lavadeira Leandra, o capoeira Firmo, e dezenas de outras vidas espremidas no mesmo espaço. Obra-prima do naturalismo brasileiro, O Cortiço retrata o ser humano moldado pelo meio, pelos instintos e pela luta pela sobrevivência. Um painel vibrante e cru da formação social do Brasil, onde a ambição constrói fortunas sobre a miséria alheia.
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